domingo, 15 de agosto de 2021

Ausência do Encontro

 




Há em mim um ruído,

Medito o silêncio.


Tenho em meu peito 

Um grande lamento.


Por que não o encontro?

Estou fora, ao relento.


Caminho sem pressa,

Deus me orvalha.


À noite, eu espero,

Na madrugada, eu choro.


Por que se tarda?

A vigília me pesa.


Minha alma é desolada

A saudade, tensa.


Eu suporto firme,

Meu coração ainda é dele.


Sou expectativa

Frente à sua ausência.


Aguardo paciente,

Faz-me mais consciente!


Não sinto o peso dos anos

Vejo a Mão do Soberano.


 


Solidão

(Clarice Lispector)


Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.



 

5 comentários:

  1. LIndo,Roselia e a imagem escolhida diz tudo da ausência...Adorei! Ótimo domingo! beijos, chica

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  2. Muito belo poema!

    Muita força, amiga!

    Beijos.

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  3. Show de sensibilidade, emoção e beleza contidos neste poema!
    Beijos no coração!

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  4. Bom dia, Rosélia!

    O Soberano nos dá este poder de estarmos conscientes da presença dEle, sozinhas ou não.

    Admirável sensibilidade, Rosélia, pelo décimo quinto aniversário de uma Lei importantíssima na coibição da violência doméstica. Da qual me valho, aguardando julgamento.

    Beijo!!

    Renata e Laura

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