terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Crepúsculo Estarrecedor

(foto  pessoal, ganhei de um escritor local)




Um crepúsculo no belo horizonte, 
Nossa felicidade bem ali defronte.
Um áureo poente,  num tom dourado
É inebriante, bem desconcertante.

Águas serenas dançam no cenário, 
A mata virgem se esconde no rio.
O descer do sol, destaque amado,
Despede-se do dia extraordinário.

Semelhante painel näo existe à toa, 
Beleza descomunal, quase uma loa.
Cenário alaranjado, hino de louvor,
A Criação nos devora com seu amor.

Será Deus nos falando com doçura?
Ou um olhar do fotógrafo amoroso?
O Criador está repleto de ternura 
A nos satisfazer. É tão Bondoso. 




sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

É Chegado o Natal

 







É chegado o Natal,

Luzes por todo canto,

E o encanto?


Nem sempre há,

Tudo se faz banal,

Razão haverá...


É chegada a Festa,

Nosso coração atesta,

Luzes em esplendor,


A esperança canta,

A música espanta,

Menino Deus dá à dor, adeus!


Feliz Natal aos amigos!





domingo, 21 de dezembro de 2025

Cantinho do Poeta (Celina)

 


Desde janeiro de 2024, uma vez por mês, poetas amigos desfilarão por aqui com poemas sobre a Arte da Poesia  pela poesia.

Nossa   homenageada será a amiga Celina, com uma fé inabalável, poeta com delicadeza de alma nos desafios que ´lhe são solicitados.

Hoje, excepcionalmente, saio do tema Poesia pela Poesia, para abordar o tema de Natal pela proximidade da data especial para todos nós.

Seja bem-vinda em nosso Cantinho do Poeta,  Amiga!



                                                             Natal                              

                                          lembra presentes.
                                         As árvores de Natal
                                  trazem presentes. As crianças
                              sonham com eles. Esses presentes 
                           lembram o maior presente - Jesus. Que
                          tal se usássemos a árvore para agradecer, 
                       não apenas por Jesus mas pelo que Ele nos dá?
                  Na semana passada, copiei em papel algumas das fotos
                de 2025. Quando olhei as fotos, senti que cada uma delas
      representava uma bênção recebida no ano. Se em lugar de presentes
   ou enfeites na árvore de Natal, colocasse os presentes  recebidos    de     nosso Deus,  mostrando agradecimento, poderia colocar na árvore todas as fotos. Às vezes lembramos dos acontecimentos do ano, mas não nos damos conta de quantas bênçãos recebemos. Tente montar sua árvore contando  as bênçãos. A cada contagem ela será maior e mais colorida.
                                             




Obrigada, minha Amiga, por embelezar a blogosfera com poemas de fé.


quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Paz pela Paz

 




Participo da iniciativa da amiga Rebeca




Participo da iniciativa da amiga Rebeca

Um belo dia, um coveiro resolveu fazer um enterro diferenciado.
No calendário, seria um novo ano e ele queria inovar.
Para começar, colocou um pijama de bolinhas a fim de descontrair o ambiente tão pesado e soturno.
Pelo fim de um ano, as pessoas ficam sensíveis, as lágrimas descem mais espontaneamente, as emoções fluem sem embaraço algum.
Quis dar cabo e fazer sucumbir o desânimo da humanidade.
Num gesto simbólico, escreveu tudo que gostaria de que fosse mudado e enterrou literalmente numa cova funda, onde ninguém mais pudesse achar.
Tinha grande esperança no coração de ver a humanidade unida, com amor no peito, empatia sendo vivida sem contenção de afetos. Almejava a paz, enterrava o ódio, a prepotência, o desafeto, os desgostos, as desilusões, as guerras, o egoísmo, o poderio desenfreado, a ganância e outros mais de que ia se lembrando.
Começaram a chegar pessoas para reverenciar seus falecidos e viram que enterrava papéis e ficaram sem entender nada. Aproximaram-se do coveiro e observaram o ato simbólico, aparentemente doido, do pobre homem que estava acostumado a ver só coisas tristes.
Ao final do enterro fictício, entrevistaram o funcionário lhe perguntando o que fazia, afinal.
O homem foi narrando a dinâmica e as pessoas sairam cabisbaixas, abanando a cabeça, confirmando, no íntimo, que aquele inusitado homem estava mesmo maluco em querer coisas impossíveis devido ao contexto da sociedade atual.
🙏🙏🙏
Paz,
sentimento não visto jamais,
o povo sente falta da calmaria,
não pode exprimir pura alegria.

Paz,
valor almejado com todo vigor,
empenho elaborado com muito amor
saber primordial de ideal penhor.

Paz,
todos queremos, lutamos sem cessar,
algo primordial a se lutar, amar,
estado da alma a nos acalentar.




sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Olho a Lua




Olho para a lua, sou meia lua,

Ora lua cheia... tão arredia.

Olho para o sol, sou calor, nua,

Ora ardente euforia. 


Creio ter Luz Própria,  

Ou recebo luz solar dourada.

Almejo a luz de Energia,

Ou receber luz lunar amada.


Na Intensidade, fecho olhos,

Abro o Coração, sinto Bondade.

Energizada, irradio Claridade, 

Sinto-me Plena, sem ferrolhos. 


REGALOS QUE NO TIENEN PRECIO 

Participo da iniciativa da amiga Tracy

Destaquei palavras acima no poema para introduzir o mote da vez.

⛄😇🙏

No tempo Natalino, gostaria de recordar minha Luz Própria. 

Todos nascemos para  'brilhar' e eu também. 

Continuar a abandonar a efemeridade,  näo  ser rasteira, haja o que  houver. Lutar pela profundidade  da minha alma. 

Intensidade seja a minha marca pessoal. 

O Menino Deus abra  meu coração  para a bondade  pessoal  e alheia. 

Seja  eu energizada a ponto de me sentir  plenairradiar claridade por onde passe.

Assim seja.

Obrigada, querida amiga Tracy


Participam também os amigos:


Chica

Campirela

Milena

Nuria Espinosa

Ezequiel

Patrícia

Chelo



domingo, 7 de dezembro de 2025

Mulher Vigorosa




"Sou escrava da palavra,
Mas dona do meu silêncio."





Sou duas em uma, 

Com ações, intenções, 

Sonhos, desilusões. 

Ora uma vem à tona, 

Ora a outra me detona.


Há uma ponte de ligação 

Entre a razão e o coração.

Posso ser ardente, calorosa, 

Feliz, bem amorosa. 


Atravesso, sou saudade, 

Atormentada pela maldade. 

De solidão sou povoada,

A palavra é morada amada.



Posso falar, me calar, 

Consentir, até proibir,

Uma pode muito viver,

A outra, até desfalecer.



Não sou eu a governar 

Minha emoção, raciocínio.

Puxo o  cabresto, a procurar

Viver em harmonia, fascínio.



Não dou espaço ao mal,

Seria banalizar o trivial. 

Nem uma nem outra vencem, 

Tino, sentimento enriquecem.





sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

O Som do Coração

 





Num só acorde,
Numa só alma,
na nota de acordo,
um sol a espera.

No alívio da ,
abandona o ,
pensa agora em si,
numa música ímpar.

O som do coração,
tem um mi distinto,
vai da mente até ,
na pauta do mi.

O nem falta faz,
de tão intenso, vibra
o dedilhar perfeito,
é o som do coração.




Participo da iniciativa da amiga Campirela 

Seu Gumercindo adorava ouvir o som dos seus relógios antigos.
Tinha um, em especial,  que lhe dizia ao coração. 
Ganhou de herança familiar. Veio do seu Tataravô. Passou pelo bisavô. Por sua vez, seu avô ostentava na casa e exibia o dim dom com grande  orgulho  da ancestralidade.
De tanto se apegar ao antigo relógio,  montou uma oficina para ajeitar outros que lhe confiavam.
Pedia a um antiquário homem de chapéu que tinha fama de mágico e, quando  não conhecia a causa de algum  relógio nao funcionar,  o chamava  e zás... tudo se resolvia.
A sonoridade do tic-tac lhe era muito familiar e afetiva. 
Dedicava-se a eles  com amor.
No Natal, à meia-noite, as badaladas lhe eram de grande emoção.