Num só acorde,
Numa só alma,
na nota de acordo,
um sol a espera.
No alívio da dó,
abandona o ré,
pensa agora em si,
numa música ímpar.
O som do coração,
tem um mi distinto,
vai da mente até lá,
na pauta do mi.
O fá nem falta faz,
de tão intenso, vibra
o dedilhar perfeito,
é o som do coração.
Participo da iniciativa da amiga Campirela
Seu Gumercindo adorava ouvir o som dos seus relógios antigos.
Tinha um, em especial, que lhe dizia ao coração.
Ganhou de herança familiar. Veio do seu Tataravô. Passou pelo bisavô. Por sua vez, seu avô ostentava na casa e exibia o dim dom com grande orgulho da ancestralidade.
De tanto se apegar ao antigo relógio, montou uma oficina para ajeitar outros que lhe confiavam.
Pedia a um antiquário homem de chapéu que tinha fama de mágico e, quando não conhecia a causa de algum relógio nao funcionar, o chamava e zás... tudo se resolvia.
A sonoridade do tic-tac lhe era muito familiar e afetiva.
Dedicava-se a eles com amor.
No Natal, à meia-noite, as badaladas lhe eram de grande emoção.

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