Noiva linda, comemorava seu dia,
grinalda de flor do campo,
revestia seus cabelos, era loira,
saiu da cerimônia colorida
pelas picadas dos mosquitinhos.
A montanha era belo cenário,
entoava lá fora canto de canário,
uma aventura diferente do habitual,
era tempo de viroses na cidade,
lua de mel a cuidar das picadas.
Nem todo sonho é pura alegria,
prendeu seus cabelos com grampo,
deu vontade de cortar com tesoura,
foi ao salão na rua, na avenida,
seu noivo era só carinhos e miminhos.
Nada poderia ser temerário,
a cabelereira recebera seu honorário,
a cada um, dava o habitual,
foi cuidar da sua gripe, a felicidade
precisava se instalar, viveria alvíssaras.

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