segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Mulher Plural









Caminhando na chuva,

vê-se livre de tormentos,

é certa dos livramentos,

pingos caem como luva.


Na ponta do pé, caminha

com fé, bom ritmo a aninha.

Não estraga o som pluvial,

é uma mulher muito plural.


Suavemente inebriada, vai

não se desfaz, só abstrai.

Descalça, aquece seu ser

em ebulição, nada a temer.


Seu corpo se alonga feliz,

tem integridade em verniz.

Cobre-se de esperança, paz,

jamais o desamor a satisfaz.



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