sexta-feira, 16 de junho de 2017

Coração Avoado


I

Voe, voe,
Coração avoado!
Mas aterisse, por favor!
Não vague só,
Tem dó!
Estabilize, pouse, sonhe,
Não mutile meus sonhos,
Já sou outono!


II

Não a essas artimanhas 
Suas e tão à toa.
Fico exausta
Nesta busca desvalida,
Pobre, desfalecida.
Dê-me intenções boas,
Todas promissoras.



III

Daqui, suplicante:
Tem compaixão de mim,
Coração rebelde,
Não quer saber de mim?
Ao infinito,
Busca p'ra mim
Um amor bonito,
Dentro de miml!


IV
Faz meu brilho do olhar voltar,
Não ficarei prostrada...
A vida corre, eu fico fraca,
Extenuada.
Quero amar e ser amada,
Basta de tanto nada!


V

Coração silencioso,
Sentimentos vagos,
Não me faz afagos?
Eu lhe suplico:
"Vida, vida, olha o que lhe fiz, 
Faça-me feliz",
Não por um triz.

(Pôr do sol no Algarve- Portugal)








4 comentários:

  1. Lindos poemas,Rosélia e adorei aquele que diz: já sou outono;;; Eu já sou inverno,rs...bjs, chica

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  2. Qualquer coração
    se sente tocado
    ante poema cantado
    em tamanha profusão,
    anda coração-amigo,
    ouve a súplica ecoada,
    faz de teu abrigo
    templo de feliz morada.
    Canta coração-amigo!

    Boa semana. Bjkas,
    Calu

    * Recebi agorinha teu carinhoso presente.Folheei-o, mas isto não basta diante duma tão caprichada publicação.Te peço um tempo a mais. Depois que a filha for em viagem de volta terei, então, tempo pra me dedicar à leitura prazerosa.Obrigada, Rô.
    Parabéns!
    Bjo,
    Calu

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  3. Ah! Quantas peças nos prega o coração!!! Lindo teu poema

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  4. Boa tarde Rosélia,
    O poema é belíssimo e
    transborda sentimento...
    Uma prece que
    certamente terá resposta.
    Bjs!

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